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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Campeão do UFC ofende lutadora transexual e é suspenso das competições

“O ambiente do UFC não admite homofobia ou discriminação”, a frase é do poderoso Dana White e foi dita ano passado. Agora, o chefão está fazendo valer seu conceito.


Matt Mitrione, um dos lutadores mais promissores do campeonato, foi suspenso pela organização por ter feito críticas e ofensas a uma lutadora transexual, a Fallon Fox.
"Ela não é ele. Ele é ele. Ele é cromossomicamente um homem. Ele teve uma mudança de gênero, não teve uma mudança de sexo. Ele ainda é um homem. Ele era um homem de 31 anos. Isso são poucos anos mais novos do que eu. Ele é um homem. Seis anos tomando drogas de desempenho, você acha que vai mudar tudo? Isso é ridículo", falou.


"Aquilo é uma mentira, doente, sociopata maluco, uma aberração nojenta. Eu quero dizer isso, porque você mentiu em sua licença para bater em mulheres. Isso é nojento. Você devia estar constrangido. É uma vergonha para nós como lutadores, como um esporte, e todos nós devemos protestar contra isso", completou. Pesado, né? Pois ele levou uma bela suspensão e tem grandes chances de nunca mais voltar aos ringues.


Em nota, o UFC se disse horrorizado com as declarações do atleta e ainda ressaltou que é aliado da comunidade. Fallon Fox, de 37 anos, passou por uma cirurgia de mudança de sexo em 2006 e foi liberada pela Comissão Atlética da Flórida para competir contra uma mulher.


 


Fallon Fox, lutadora transexual do UFC é ofendida e provoca suspensão



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quarta-feira, 20 de março de 2013

São Paulo recebe peça francesa sobre transexual e seu pai

Ferretti dá vida à trans Paula a partir do dia 15


O ator Fábio Ferreti vai enfrentar a partir do dia 15 deste mês nos palcos de São Paulo o desafio de interpretar uma transexual, que, para deixar a história ainda mais desafiadora, não conta com o apoio da família para viver a vida que escolheu para si. Ele é Paula, protagonista da peça francesa inédita no Brasil “Terça no Hiper” (Le Mardi à Monoprix), do dramaturgo francês Emmanuel Darley.


O espetáculo estreia no dia 15 de março, às 21h30, na Sala Experimental do Teatro Augusta, com direção de Vany Alves e texto traduzido pelo próprio ator, que dá vida no palco a uma filha trans que tem como desafio a convivência com seu pai. Após a morte da mãe e muitos anos sem contato com ele, a moça decide retomar a relação para tomar conta do pai, já um homem idoso.


“Terça no Hiper” faz o recorte em um desses dias de visita. Todos aqueles que aparecem na história são apresentados pela memória de Paula de forma narrativa, mas carregados pelo tom da fala dessas pessoas. A retomada da convivência com o pai e o reencontro com os moradores da cidade, personagens de sua história já esquecida, colocam Paula em confronto com as sombras do seu passado.


Esta é a primeira vez que Darley tem uma obra sua traduzida e montada no Brasil. Segundo Fábio, o que o fez escolher o texto foi o nó existente na relação do pai com a filha de 50 anos. “É difícil entender como ela, que é uma transexual, consegue frequentar uma cidade da qual não gosta para manter esse compromisso com o pai que sempre a rejeitou. Que afeto é esse que a mantém ligada ao pai?”


"Terça no Hiper": estreia 15 de março – sexta-feira – às 21h30
Texto: Emmanuel Darley
Tradução e interpretação: Fábio Ferretti
Direção: Vany Alves
Teatro Augusta - Sala Experimental: Rua Augusta, 943 – Cerqueira César
www.teatroaugusta.com.br
Tel: (11) 3151- 4141
Temporada: de 15 de março a 28 de abril
Sexta (21h30), sábado (21 horas) e domingo (19 horas)
R$ 30 (meia R$ 15)


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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Personagem de "Vidas em Jogo" descobre que m�e � transexual e tenta interdit�-la para ficar com seu dinheiro

"Essa da? ? homem!", diz Regina para Raimundo sobre Augusta em cena de "Vidas em Jogo"


Embora a Igreja Universal do Reino de Deus ande pautando o departamento de jornalismo da Record, no campo da teledramaturgia a emissora continua mais ousada que a Rede Globo ao tratar de temas sexuais amplamente repudiados pela igreja. Na novela “Vidas em Jogo”, além de haver três personagens com HIV, no capítulo dessa quinta-feira (17), revelou-se que a personagem Augusta, interpretada por Denise Del Vecchio, era, na verdade, Augusto. A cena deu recorde de audiência para a novela: 15 pontos no Ibope de média com picos de 18. Cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo.


Agora, a trama da doceira vai discutir a questão do preconceito. Seu filho Raimundo (Rômulo Arantes Neto) tentará interditar a mãe, que na verdade é seu pai biológico, e ficar com sua fortuna, já que Augusta é uma das integrantes da turma do bolão, que ficou rica ganhando na loteria no início da trama. A atriz Denise Del Vecchio conversou com o UOL Televisão sobre o desafio de interpretar uma transexual e de como foi difícil fazer a cena da revelação.


UOL – Você sabia desde o começo que faria uma transexual?


Denise Del Vecchio – Eu não sabia. Na sinopse não estava previsto. Só dizia que ela tinha um amor incondicional pelo filho, que ela era avarenta e que tinha um segredo. Achei que era algo relacionado ao filho, mas não pensei que fosse isso. Aí dois meses após o início da novela, a Cristianne Fridman [autora] convocou uma reunião comigo e me contou. Disse inclusive que eu tinha total liberdade para me recusar a fazer. Se eu não quisesse, ela iria para outro rumo.


UOL – Por que ela achou que você não aceitaria?


Denise Del Vecchio – Ah, ela achou que eu ficaria constrangida...


UOL – E você obviamente adorou...


Denise Del Vecchio – Claro! Achei um ótimo desafio. Perguntei se deveria mudar algo na interpretação. Disse que eu era muito feminina, que tinha curvas e tal... Ela falou que era exatamente por isso que tinha me escolhido, porque o comportamento da Augusta é feminino e que alguns transexuais que ela conhece têm esse comportamento. Que o objetivo dela na trama é mostrar como o comportamento das pessoas ao redor muda por puro preconceito.


UOL – E você ficou chocada ao saber?


Denise Del Vecchio – Fiquei. Bastante. Porque nunca achei que esse assunto seria tratado na TV aberta.


UOL – Principalmente na Record, que é de propriedade do bispo Edir Macedo, não?


Denise Del Vecchio – Olha, eu trabalho há cinco anos na Record e nunca tive interferência em nenhum trabalho meu. Também nunca soube que a igreja tenha interferido nas tramas das novelas...


UOL – A cena da revelação foi bem forte. Foi difícil de fazer?


Denise Del Vecchio – Foi muito difícil tanto para mim quanto para o Rômulo. É uma cena de carga emocional forte, em que o Raimundo vai ao extremo, primeiro ele apalpa a mãe e quando sente que ela é homem dá um tapa na cara dela. Quando ele puxou o lenço do meu pescoço, a seda até queimou minha nuca. Foi uma cena boa.


UOL – Nunca houve na novela, até o capítulo de ontem, qualquer indicação de que esse seria o segredo de Augusta?


Denise Del Vecchio – Nunca. Foi uma surpresa total para o público. Inclusive outra indicação que recebi foi sobre esse lenço. Achava que era pra esconder alguma cicatriz. Era pra esconder o gogó. Mas eu achei legal. Fui na manicure hoje e ela comentou comigo que tinha um sobrinho “que era daquele jeito desde os quatro anos”. Um assunto desses ir para novela, faz com que as pessoas possam conversar sobre seus dramas pessoais ou familiares sem se acharem uma aberração. Ver que isso é comum. A gente tem uma visão muito deturpada dos transexuais. Espero que a ajude a mudar um pouco.


UOL – E o que acontece agora? Ela será discriminada por todos?


Denise Del Vecchio – Por todos não. Mas o filho agora tenta interditá-la como doente mental para ficar com todo o dinheiro que ela ganhou.


UOL – Em “Força de um Desejo”, você foi uma das assassinas da galeria do Gilberto Braga. Como foi interpretar a baronesa Bárbara?


Denise Del Vecchio – Aquela novela era ótima, mas foi ao ar no horário errado. Era para ser às 21h, porque a personagem da Malu Mader era uma prostituta. Não foi muito bem aceito àquela hora. Mas eu gostei de ser a assassina. Aliás, eu sempre tenho alguma coisa muito cabeluda escondida... (risos)

Denise Del Vecchio , R?mulo Arantes Neto , Beth Goulart , Vidas em Jogo , 0 47270, 15073, 14643, 46406, 0 ou4televisao

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Document�rio brasileiro sobre transexual cearense, "Olhe Para Mim De Novo" ser� exibido no Festival de Berlim

 

Cena do document?rio brasileiro "Olhe Para Mim de Novo"


O documentário brasileiro "Olhe para mim de novo", de Kiko Goifman e Claudia Priscilla, foi incluído na sessão paralela oficial do 62º Festival de Berlim, segundo anunciou hoje a assessoria de imprensa do evento, que acontece entre 8 e 19 de fevereiro.


A mostra "Panorama", que segundo a produção do festival tem como objetivo descobrir filmes de arte da temporada que está por vir e fornecer inspiração ao mercado, tem júri popular próprio e inclui filmes de ficção e documentários. Sua programação completa será conhecida no fim do mês.


"Olhe para mim de novo" traz a história do transexual cearense Silvyo Luccio, que logo no início do filme afirma que "era mulher, virou lésbica e agora é homem". O documentário foi apresentado no Festival de Gramado.


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