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sexta-feira, 22 de março de 2013

Na TV não rolou, mas beijo gay tem tudo para acontecer no filme sobre o personagem Crô

É verdade que o personagem Crô, de Marcelo Serrado em Fina Estampa, dividiu bastante a comunidade gay. Muitos gostaram do tipo, muitos criticaram sua afetação. De uma forma ou de outra, o personagem vai voltar, desta vez no cinema em um longa só seu. E já começam as especulações sobre um beijo gay na telona.


Carlos Machado (46), o Ferdinand, será o galã de Super Crô – O Filme, com direção de Bruno Barreto (57) e texto de Aguinaldo Silva. Como o segurança Ferdinand morreu na novela de Aguinaldo Silva (68), o autor criou um irmão gêmeo, chamado Jean Jacques, que é mergulhador de plataforma e irá se envolver com Crô na história.


“O Aguinaldo chegou a afirmar que o Ferdinand era o amante de Crô na novela, mas como ele não pode fazer os dois ficarem juntos e o personagem morreu, ele decidiu deixar o mistério no ar. Ou era o Ferdinand, ou não era ninguém. Agora vai ser o irmão gêmeo dele”, contou Carlos para o G1.


Segundo dizem, Cro vai se casar no filme e não está descartada uma cena de beijo. “Não recebi o roteiro, mas se tiver beijo gay, não vou ter nenhum problema. Já fiz no teatro e não teria o menor problema em repetir para o filme. Esse pudor o ator não pode ter”, afirmou.
O primeiro beijo gay de Machado aconteceu na peça Alta Vigilância, em 2006, com o ator Jonathan Nogueira (34).


Super Crô – O Filme estreia em novembro nos cinemas.


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terça-feira, 19 de março de 2013

Hollywood deixa de financiar filme por achar projeto muito gay


Filme baseado na vida de
Liberace é negado por Hollywood


Baseado no livro “Behind the Candelabra: My Life With Liberace”, de ScottThorson, o filme de Steven Soderbergh só saiu do roteiro impresso por sua própria teimosia depois que todos os estúdios americanos se recusaram a banca a produção, por considerá-la “gay demais”.

De acordo com Soderbergh, em entrevista publicada na última edição da revista norte-americana “Entertainment Weekly”, ele bateu em todas as portas das produtoras de cinema de Hollywood, mas ninguém quis apadrinhar o projeto. As justificativas que o diretor recebeu envolvem a provável dificuldade de comercializar o produto por seu tema. O filme foi feito para televisão e batizado de “Behind The Candelabra” (Por Trás do Candelabro), com recursos do próprio diretor.

No enredo estão Michael Douglas, que interpreta o pianista americano Liberace, e Matt Damon, seu namorado, Scoot Thorson. Se for fiel à vida de Liberace, que morreu em decorrência da Aids em 1987, o filme terá muito brilho. Será exposto o estilo de vida perdulário do pianista com muito sexo, romance, música, pianos, candelabros e intrigas. Thorson moveu um processo de 113 milhões de dólares contra o amante, alegando que ele tinha dedicado cinco anos de sua vida a Liberace.


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sexta-feira, 1 de março de 2013

Teddy Bear premia filme sobre padre gay

O Teddy Bear, prêmio dado pelo Festival de Berlim ao melhor filme de temática LGBT, rolou no dia 7 de fevereiro e conferiu ao polonês "W Imie.. (Em Nome De)" o prêmio de melhor filme. O longa é focado na história de um padre católico em conflito com seus desejos sexuais. Dirigido por Malgoska Szumowska, o personagem central é interpretado por Andrzej Chyr, e Kosciukiewicz Mateusz vive o jovem e atraente affair do pároco.


O Teddy Bear de Melhor Documentário ficou com Bambi, do diretor Sébastien Lifshitz. O prêmio de Melhor Curta-Metragem ficou com o sueco "Ta av mig", de Victor Lindgren, que mostra um encontro entre uma trans (Jana Bringlöv Ekspong) e um homem em seu primeira relação do tipo (Björn Elgerd).


Além dos prêmios especiais, foi dado um Teddy Award extra ao sul-africano  "STEPS for the Future", que busca financiamento para campanhas que lutem contra o preconceito que ainda atinge a população soropositiva.


 


Cena de W Ine, vencedor do Teddy Bear no Festival de Berlim


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

DiCaprio vive diretor gay do FBI em filme de Eastwood e irrita Washington

J. Edgar Hoover, diretor do FBI entre 1935 e 1972, foi um tipo duro em uma época em que apenas tipos duros governavam Washington. Sob seu comando, o corpo da polícia judiciária dos Estados Unidos fechou o cerco contra gangsters, mafiosos, comunistas e líderes da luta pelos direitos civis. Ele mesmo moldou o que se conhece por FBI e acabou transformando o bureau na mais eficiente arma de governo para impor orderm e fazer cumprir a lei. Seu único lema era “mão dura”. Agora, outro tipo duro, Clint Eastwood (81), está levando a sua história de vida para as telonas e está conquistando inimigos nos mais altos escalões da capital federal norte-americana. Tudo porque o diretor decidiu pintar esse mítico personagem com todas as suas cores, inclusive escancarando a homossexualidade de Hoover.

Não que este tenha sido o segredo mais bem guardado de Washington. Hoover nunca se casou, vivia só. Todas as manhãs, ele passava pelos escritórios do FBI, sempre em sua limusine, despachando ao lado do seu diretor-adjunto, Clyde Tolson. Almoçavam juntos no hotel Mayflower. No verão, viajavam juntos para San Diego. Passavam o réveillon sempre em Nova York, também juntos. No inverno, escapavam de férias para Miami. Quando Hoover morreu, em maio de 1972, deixou a Tolson mais da metade de sua fortuna – estimada em US$ 425 mil. Ele morreu três anos depois.

Por enquanto, Eastwood não tem falado muito sobre o filme. J. Edgar, que estreia nos Estados Unidos no dia 9 de novembro, é baseado em roteiro assinado pelo roteirista e ativista gay Dustin Lance Black (37), que faturou o Oscar por Milk – A Voz da Igualdade. Hoover é interpretado por Leonardo DiCaprio (36) e Tolson é vivido por Armie Hammer (25), de A Rede Social. No trailler, é possível ver DiCaprio como um personagem atormentado, que reverencia sua mãe e depende excessivamente de Tolson. “Preciso de você”, confessa o personagem em um momento. Em outro, acaricia a mão do diretor-adjunto, dentro de sua limusine. “Ele era tão discreto em sua vida privada como na vida pública. Confiava somente em círculo muito pequeno e restrito”, explica a Warner Brothers no release para divulgação do filme.

No princípio, saber que Eastwood estava rodando um filme sobre o mítico Hoover era algo muito bem aceito pelo FBI. No entanto, depois da divugação do trailler, parece que o Bureau não está nada satisfeito com a produção. Em duas ocasiões, o diretor-adjunto do FBI, Mike Kortan, se reuniu com Eastwood e fez questão de qualificar a suposta homossexualidade de Hoover como invenção e apenas um rumor.

Outro que está protestando contra o filme de Eastwood é William Branon, ex-agente do FBI e vice-presidente da Fundação J. Edgar Hoover, que enviou uma carta de protesto ao diretor em abril. “Nosso apoio entusiasta ao filme não resistiu às declarações de Dustin Lance Black, que assegura que o longametragem retratará uma relação homossexual entre Hoover e seu assistente, Clyde Tolson”, escreveu. “Não há base real para esse tipo de caracterização do senhor Hoover. Proceder com esse tipo de trabalho, com base em falácias, será uma injustiça monumental”.

Eastwood respondeu, também por carta, assegurando que o filme “não dá crédito às alegações de que Hoover se travestia e nem tenta retratar uma relação abertamente homossexual entre Hoover e Clyde”. Por enquanto, nenhum coletivo de ativistas reagiu contra a Fundação J. Edgar Hoover, por ela considerar ofensivo qualificar Hoover como homossexual.


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sábado, 5 de novembro de 2011

Homossexual em filme, Mateus Solano v� com naturalidade beijo gay e diz que papel "n�o levanta bandeira"

Homossexual em filme, Mateus Solano v? com naturalidade beijo gay e diz que papel "n?o levanta bandeira"17/10/2011UOL CinemaUOL Cinema1@UOLCinema #UOL17/10/2011 - 07h00 / Atualizada 18/10/2011 - 18h07 MICHELE GOMES
Colabora??o para o UOL, no Rio 

Jo?o Paulo (Mateus Solano) e Caio (Paulo Lontra) em cena de "A Novela das 8" (2011)


Além de ter protagonizado importantes personagens da TV brasileira, como os gêmeos Jorge e Miguel em "Viver a Vida", Mateus Solano agora vive um polêmico papel no filme "A novela das 8", um tributo à novela "Dancin' Days", escrita por Gilberto Braga e exibida pela Rede Globo entre 1978 e 1979.


No longa-metragem, Mateus interpreta João Paulo, um homem casado que encontra sua sexualidade ao conhecer Caio (Paulo Londra) durante a ditadura militar no Brasil. Os dois personagens protagonizam uma das histórias mais comentadas na pré-estreia do filme, no Festival do Rio: um romance homossexual, com direito a beijos e cenas quentes. Solano contou ao UOL sobre como foi fazer parte do filme.


UOL- O que significa fazer parte do elenco de um filme que faz tributo à teledramaturgia e retrata um período da ditadura militar?
Mateus Solano- É um barato! Poder visitar uma época em que não vivi e retratar um pedaço de história do nosso país são privilégios que minha profissão me dá.


UOL- Além desses pontos, o filme mostra um ator renomado em uma cena de beijo gay, a mais comentada entre o público que assistiu à pré-estreia do filme. Qual a importância para você em representar um personagem como o João Paulo?


Mateus Solano- Não acredito que João Paulo levante alguma bandeira. Assim como os outros personagens no filme, ele também vai tentando se encontrar, achar sua própria liberdade nesse novo Brasil que vai nascendo no final da ditadura. Ele tem uma questão séria com o pai, que era médico dos militares, e se vê obrigado a voltar para o Brasil para cremá-lo. Nessa volta ele acaba se encontrando consigo mesmo e com um novo Brasil. A questão homossexual é tratada com muita delicadeza e naturalidade no filme. Acho importante inserir questões homossexuais no cinema, no teatro e na TV, não como uma bandeira, mas como um fato que existe muito antes de se inventar uma sociedade.


UOL- Você vê essa importância na representação do papel ou é um personagem tão relevante como os outros de sua carreira?
Mateus Solano - É um personagem muito importante! Como todos os outros da minha carreira!


UOL- Você ainda acha que esse assunto é um tabu? Ou já está começando a ser encarado com naturalidade?
Mateus Solano - É tabu pra muita gente, e natural pra muita gente também. Meio a meio, eu diria.


UOL- A TV Globo ainda bane essas cenas de sua programação. Você acha que um dia vai haver espaço para relacionamentos gays, com direito a beijo na boca, em uma novela da emissora?
Mateus Solano - A TV dá ao público o que ele quer. Quando o público quiser ver um beijo gay na TV ele vai acontecer.


UOL- Na sua opinião, qual a diferença entre interpretar um gay no cinema e na TV aberta?
Mateus Solano - Muito mais gente vai assistir na TV aberta! Vamos prestigiar nosso cinema, gente!!!


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