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sexta-feira, 1 de março de 2013

Exposição fotográfica em São Paulo traz reflexão sobre travestis e transexuais

Turistas, moradores do centro da cidade e trabalhadores circulam com pressa em uma das principais estações de metrô de São Paulo, na Estação República. Enquanto se caminha em direção às catracas, um espaço colorido chama atenção de quem passa pelo local. O Museu da Diversidade abriga desde o dia 30 de janeiro a exposição “O T da Questão”, do fotógrafo e jornalista Eduardo Moraes, com curadoria de Franco Reinado.


Responsável pelo local, Xande Peixes diz que “muitos entram para ver as fotos das famosas travestis e transexuais do País, alguns assistem ao vídeo com as entrevistas dos personagens das fotos e simplesmente vão embora, já outros acabam conversando e tirando dúvidas sobre leis e homofobia. Hoje mesmo, um casal de meninas me disse que tiveram problemas para alugar um apartamento juntas, então eu as orientei para o local correto, onde pudessem resolver esta questão”, explica.


Assistente de direção do Museu da Diversidade, Nilton Paiva diz que está surpreso com a quantidade de heterossexuais que estão frequentando a exposição e destaca que “muitos estão passando rapidamente pela estação, então param para ver as fotografias e depois voltam com os amigos”, diz, empolgado.


“Percebo que quem passa pela exposição consegue enxergar que por trás da fantasia existe um ser humano que deve ser respeitado”, explica Xande sobre a reação de quem passa pelo local. O Museu da Diversidade é um fragmento do Centro Cultural Memória da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, a principal função deste projeto é o resgate e a preservação da história do movimento LGBT em São Paulo.


“O T da Questão” está aberta até dia 28 de fevereiro, de terça a domingo, das 10 às 20h, com entrada franca.


 


Exposição "O T da Questão", do fotógrafo e jornalista Eduardo Moraes, exibe fotografias de travestis e transexuais


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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Grupo Gay da Bahia lan�a manual de instru��es para travestis e garotos de programa

Grupo Gay da Bahia lan?a manual de instru??es para travestis e garotos de programa10/10/2011UOL Not?cias - CotidianoUOL Not?cias4@UOLNoticias #UOL10/10/2011 - 16h59 Gabriel Carvalho
Especial para o UOL Not?cias
Em Salvador

O Grupo Gay da Bahia (GGB) está lançando um manual com orientações para os homossexuais que atuam como profissionais do sexo no Estado. De acordo com a direção da entidade, o guia batizado de Código de Ética para profissionais do sexo foi elaborado a partir dos relatos de violência envolvendo travestis e gays que trabalham como garotos de programa em Salvador e também das questões relacionadas à saúde.

Números da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal, colhidos através de um serviço de disque-denúncia (Disque 100), apontam que entre janeiro e julho deste ano a Bahia foi o segundo Estado em números de casos de violência contra gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis. Das 630 ocorrências contabilizadas no período, São Paulo ocupa o primeiro lugar (18,41%), seguido da Bahia (10%), Piauí (8,73%) e Minas Gerais (8,57%).

Com relação aos homicídios, em 2010 o Estado liderou o ranking da violência contra os homossexuais, com 29 ocorrências, contra 24 de Alagoas e 23 de São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, o documento, com 17 páginas, está disponível no site da entidade (www.ggb.org.br) e contém dicas que vão desde utilização de acessórios, como brincos, sapatos e bolsas que possam representar perigo aos travestis e homossexuais que se prostituem na rua, até cuidados com algumas práticas sexuais que podem representar risco à saúde.

Cerqueira afirmou que as principais ocorrências que envolvem os homossexuais são ligadas a furtos, roubos, acusações de não cumprimento de acertos relativos à prestação de serviços sexuais e agressões consideradas homofóbicas.

Há uma semana, três travestis foram detidos na orla de Salvador, acusados de praticarem assaltos a clientes. O transexual conhecido como Nathalie Estrada, que também faz programas nas ruas da capital baiana, disse admitir que “sempre que precisa” faz uso de um spray de pimenta, mas garante que não faz assaltos. “Uso para me defender, pois já fui muito agredida por clientes”, afirmou.

O travesti que se identifica como Paulinha disse não fazer uso de armas, mas informou que já foi agredido várias vezes, “por grupos de vândalos que descem do carro agredindo com socos e pontapés”. 

Apesar de não ter conhecimento da cartilha, os dois travestis ouvidos pelo UOL Notícias afirmam que a iniciativa é válida, principalmente por chamar a atenção do público para os problemas vividos pelos profissionais do sexo que são homossexuais.

Apesar de não condenar a iniciativa, a presidente do Coletivo de Lésbicas e Mulheres Bissexuais da Bahia (LesbiBahia), Bárbara Alves, disse que é preciso ter cuidado apenas para não haver uma “folclorização” do homossexualismo com a nova cartilha. “Não existe receita de sexualidade, pois não devemos dizer o que deve ou não ser feito.”


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