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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Festival de Berlim terá cinco sessões do romance lésbico de Bruno Barreto

 


Você Nunca Disse Eu Te Amo ganha título internacional de Reaching for The Moon


O mundo inteiro finalmente vai conhecer o retrato feito pelo cineasta Breno Barreto para o romance entre a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop e a arquiteta brasileira Lota Macedo. Com o título em português de “Você Nunca Disse Eu Te Amo" (que antes era Flores Raras), “Reaching for The Moon”, título em inglês, estreia no 63º Festival de Berlim nesta semana.


A primeira exibição do longa dentro da programação do Berlinale rola no próximo sábado, 9 de fevereiro, às 17h. Tem outra exibição na segunda-feira, 11 de fevereiro, às 21h; mais uma na terça-feira, 12, às 22h; novamente na quarta-feira, 13, às 14h30; e pela última vez na quinta-feira, 14 de fevereiro, às 17h.


Com delicadeza e cuidado, Bruno Barreto conta a história de amor entre duas notáveis mulheres que fizeram história dentro de suas áreas de atuação. Para saber mais sobre a vida de Elizabeth Bishop é só clicar aqui e conferir as biografia dela feita por nossa colunista Thereza Pires. Clicando aqui você confere a de Lota Macedo – vivida no filme pela brasileira Glória Pires.        


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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Novela indiana exibe pela primeira vez um romance gay

 

Novela indiana exibe pela primeira vez um romance gay


Pela primeira vez, dois anos ap?s a homossexualidade se tornar legalmente permitida na ?ndia, uma telenovela se atreve a mostrar uma rela??o amorosa entre dois homens.


"Se voc? ama um homem ao inv?s de sua esposa, que necessidade havia de casar comigo?", pergunta em um cap?tulo da novela a jovem rec?m-casada para seu marido, depois de flagr?-lo trocando apaixonados "Te amo" com seu amante.


"Maryada... Lekin Kab Tak" ("Honra, mas a que custo?", em hindi) ? um drama focado em uma t?pica fam?lia patriarcal de Haryana - cidade no norte da ?ndia - envolvendo lutas de poder e confus?es amorosas.


A telenovela, que est? prestes a chegar a 300 epis?dios, estreou em outubro de 2010, mas foi s? em maio deste ano que introduziu a trama gay, que apresenta um homem rec?m-casado, primog?nito de uma rica fam?lia, que se declara homossexual.


"A homossexualidade ? uma realidade, existe e devemos aceit?-la", declarou a autora Damini K. Shetty ao jornal indiano "Economist Times" quando a pol?mica hist?ria surgiu no roteiro.


Transmitida ? noite, "Maryada... Lekin Kab Tak" obtinha audi?ncia m?dia de 1% nas primeiras semanas, segundo a revista "India Today", mas entre maio e junho, quando a tem?tica gay foi introduzida, o ?ndice aumentou para 1,2%, at? atingir o atual 1,6%.


O produtor da novela, Tony Singh, disse ao jornal "Indian Express" que se tratava de um experimento. "Mas o fato ? que, ? medida que difunde a conscientiza??o sobre temas tabu, as pessoas tender?o a ser menos cr?ticas. ? a ?nica maneira de evoluir".


Na televis?o indiana, j? existiram personagens gays, mas apenas em pap?is secund?rios e muitas vezes c?micos e exagerados, com um estere?tipo "afetado".


No site da associa??o Gay Mumbai, a apari??o de "Maryada" ? comemorada como um "passo adiante", pois, segundo a entidade, "mostra uma ruptura de muitos dos estere?tipos existentes na maioria das representa??es da homossexualidade dentro de Bollywood".


Os atores que interpretam o casal homossexual s?o Dakssh Ajit Singh (de 30 anos, protagonista) e Karan Singh (29), que se transformaram em ?cones para a comunidade gay na ?ndia, embora se declarem heterossexuais na vida real.?
Segundo o "India Today", o maior receio de Dakssh era romper com sua imagem masculinizada. No entanto, os dois atores acabaram aceitando o papel ao perceber a oportunidade profissional oferecida.


"Se dois atores de Hollywood como Jake Gyllenhaal e Heath Ledger puderam atuar em "O Segredo de Brokeback Mountain", eu definitivamente poderia aceitar o desafio", destacou Karan Singh.


Embora fa?am parte da realidade indiana, inclusive nas zonas rurais, os homossexuais foram tradicionalmente discriminados em uma sociedade conservadora, que rejeita a discuss?o p?blica sobre a sexualidade. Por isso a televis?o abordou o tema apenas ap?s o Tribunal Superior de D?lhi entender que a criminaliza??o da homossexualidade violava a Constitui??o.


Nas ruas da capital indiana, as opini?es sobre "Maryada" se dividiram. A estudante de moda Manisha Dubey, por exemplo, disse ? Ag?ncia Efe que n?o compreende o motivo pelo qual a sociedade "n?o faz o esfor?o de entender os gays".


"Meus pais abrem cada vez mais sua mente. Eu costumo ver a novela com eles e, embora ainda n?o cheguem a aceit?-la, est?o no caminho certo. Meus av?s, no entanto, sei que nunca aceitariam a homossexualidade", explicou a jovem, de 24 anos.??

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