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quarta-feira, 13 de março de 2013

Fomos conhecer a cena noturna gay da Zona Leste de São Paulo e o clube Distúrbia

Noite de uma sexta-feira de janeiro na capital paulista. Enquanto o movimento de carros e de gente nos bairros de Pinheiros, Lapa e na região central de São Paulo aumenta, em outra ponta, no extremo leste da cidade, a 40 quilômetros do epicentro gay, um grupo de sete amigos – cinco meninos e duas meninas – se encontra no terminal de ônibus de São Mateus. Dali, eles seguem caminhando pela Avenida Sapopemba, no bairro de mesmo nome e uma das maiores da cidade.


Pelo trajeto, outros gays e lésbicas seguem na mesma direção e não é muito difícil identificá-los. Os meninos basicamente se vestem de duas maneiras: alguns optam por calças e camisetas mais justas e cabelos arrojados; outros fazem o estilo “mano” – meio rapper, meio surfista – e o boné é item quase obrigatório. Em comum, todos têm o mesmo destino: o número 12.645 daquela avenida, onde fica localizada a boate que está inserindo a zona leste no circuito gay da noite paulistana, a Disturbia.


É lá, sempre as sextas e aos sábados, em que gays e lésbicas moradores da região e curiosos de outras partes da cidade se juntam para se jogar na pista ao som dos hits pop do momento – os mesmos que tocam nos outros clubes da cidade. O clima é despretensioso e, para quem está ali, a palavra carão é desconhecida. O que vale é a simples e pura diversão.


“Muitos dos que estão aqui sabem que até mesmo nas boates do centro de São Paulo não existe essa liberdade. Quando a madrugada vai esquentando, lá pelas quatro, cinco horas da manhã, a trilha sonora vai mudando. Rola competição de bate cabelo na pista, toca funk, axé, forró. Quem está aqui espera por isso”, revela Adriano Paes Leme, um dos sócios da casa.


O espaço que originalmente funcionou como um galpão, também já abrigou casas de shows de gêneros como sertanejo, samba e forró até se transformar em clube gay há quatro anos. Mas foi nos últimos dois anos, quando Adriano assumiu a casa, que a Disturbia se firmou na cena local e passou a conquistar público cativo. O DJ residente da casa, Andhy Becker, garante que o principal diferencial dali é a pista fiel. “As pessoas já conhecem o meu som, curtem o meu trabalho, me cumprimentam e cobram quando não toco aqui”, revela o moço que comanda as picapes.


Por estas mesmas picapes, já passaram DJs bem conhecidos de quem frequenta as boates gays do centro da capital. Nomes como Robson Mouse e Breno Barreto estão na lista. O palco também costuma reservar boas surpresas para quem frequenta a Disturbia. A cantora Amannda foi uma das estrelas da cena a deixar sua marca na casa com os seus maiores sucessos. Drags como Striperella e Robytt Moon também já se apresentaram por lá e shows de gogo boys são uma constante.


Um dos diferenciais do clube é também abrir espaço para os talentos da região. Na noite da visita da JUNIOR, por exemplo, a principal atração da noite foi a cantora Tamires Alves e o seu grupo de bailarinos, todos moradores das redondezas. No palco, ela soltou a voz afinada e requebrou o corpo recheado ao som das músicas mais rebolativas da diva pop Beyoncé. Tudo sob o olhar atento e de admiração do público.


O bar da Disturbia também reserva algumas peculiaridades. O cardápio é extenso e reserva desde surpresas como Catuaba e Jurupinga até whiskies mais caros. O vinho é vendido em garrafas de plástico e é uma das bebidas mais pedidas. Até mais comum do que cerveja, por exemplo. Mas o carro-chefe é, sem dúvidas, o Duelo. O drink original é uma espécie de cachaça saborizada em versões como morango e pêssego. O bar da casa faz a própria versão batida com gelo e leite condensado e o coquetel é entregue numa garrafa de 500 ml. O sabor adocicado vence facilmente qualquer tipo de receio, mas é preciso estar atento. O teor alcoólico de 13,5% garante o efeito em poucos instantes e pode deixar a noite bem animada.


Para que a fama da Disturbia não siga o mesmo destino das dezenas de bares e clubes gays da zona leste que abrem e fecham em pouco tempo, o sócio Adriano Paes Leme trabalha na reforma da casa. Dentro de poucos meses, a boate deve ganhar um mezanino e um terraço aberto para fumantes. A decoração deve ser incrementada, bem como banheiros e bares melhorados. Adriano também promete reforçar a programação do clube com pencas de atrações para que o bate-cabelo e a alegria da pista sejam sempre as marcas da pista.


Disturbia Club
Avenida Sapopemba, 12645 – Sapopemba
Sextas e sábados, a partir das 23h30
Ingressos: R$ 10.
(11) 99983-0715


Guinga’s Bar
Um dos primeiros a apostar no potencial gay da região, o bar funciona em cima de um açougue. O karaokê e uma pista garantem o fervo dos mais animados.
Avenida Sapopemba, 13780
Quinta, das 20h às 4h; sexta e sábado, das 22h às 6h; domingo, das 19h às 4h
Ingressos: R$ 8 a R$ 14.
(11) 98755-4400


Look Bar
Clima de boteco e música intimista para bater papo ou fazer esquenta com os amigos.
Rua Itapura, 877 – Tatuapé
Diariamente, a partir das 17h
(11) 6225-0453


A pista da boate Disturbia, alegria da Zona Leste paulistana


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Jogador americano assume homossexualidade e ganha apoio do clube

 

David Testo ganhou apoio do clube em sua declara??o


O jogador de 30 anos David Testo, do Montreal Impact, resolveu assumir a sua homossexualidade. A declara??o do atleta aconteceu para ? “CBC R?dio-Canad?”.


“? como transportar em torno de um segredo, e nunca ter a permiss?o para ser voc? mesmo”, disse Testo que garantiu que seus companheiros j? sabiam sobre sua homossexualidade.


Ap?s a declara??o do meia, o presidente do Montreal Impact, Joey Saputo, apoiou a decis?o de Testo.


“A declara??o de David Testo ? de fato muito pessoal. Sab?amos de sua orienta??o antes de ele se juntar ao nosso clube em 2007”, afirmou Saputo.?

Fechar 11/11/2011


Jogador americano assume homossexualidade e ganha apoio do clube



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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Novo clube de BRasília, Victoria Haus será inaugurado em novembro. Leia entrevista com os donos

É muitíssimo raro observar parcerias entre clubes ou núcleos de festas gays que atuam na mesma cidade. Os negócios da noite, como sabemos, é acirrado e competitivo. Mas em Brasília aconteceu. A Festa da Lili uniu-se ao grupo que faz a festa Lets Club e que recentemente abriu o Glow Lounge para construir um clube novíssimo. O anúncio da inauguração do Victoria Haus (ou Vic) foi dado pelos quatro empresários assim que o proprietário da Blue Space de Brasília, Vitor, anunciou que o clube fecharia as portas em setembro mesmo lotando todo fim de semana _o prédio da Blue foi negociado e no local será construído um prédio comercial. Para falar sobre a parceria e do novo clube, os sócios Thales Sabino, Lili, Thiago Malva e Ricardo Lucas. A BLue Space terá sua última festa no dia 10 de setembro. E o Vic abre no fim de novembro.


 


Thales Sabino, Lili Santana, Thiago Malva e Ricardo Lucas: os sócios do novo clube gay de Brasília


Como vocês conseguiram unir dois núcleos concorrentes?
A Festa da Lili e Let’s Club são duas marcas parceiras, mas bem diferentes. É dessa diferença que nasceu a ideia da união. Vamos nos complementar. Quando resolvemos investir em uma boate própria, decidimos que a Victoria Haus não nascerá prematura, tudo está sendo pensado e feito no tempo certo. Por isso, após o fechamento da Blue Space Brasília, enquanto a Vic ainda estiver em obras, vamos manter a Let’s Club toda sexta-feira de forma itinerante e a Festa da Lili em espaços de eventos. Será uma forma de fortalecer as duas marcas que agora pertencem ao mesmo grupo e exercitar a operação em conjunto.


Vocês já tem um local definido pra Vic? Qual o tamanho e a capacidade do projeto?
Será em uma região industrial bem próxima do Plano Piloto, com estacionamento de sobra e sem problemas com vizinhos. A capacidade será de 2 mil pessoas, com duas pistas, sala vip e palco para shows. O diferencial será a área externa, que não deixará em nada a dever para grandes boates de outras cidades. Haverá também um ambiente do Glow Lounge, com os principais drinks e decoração no mesmo padrão de nosso bar.


Com o fechamento da Blue Space, Brasília fica orfã de um espaço para realização
de festas, já que lá eram realizadas festas como a Let's, Fun, entre outras. A Vic vai seguir esta proposta ou vai ser exclusiva para Let's e Lili?

A experiência na Blue foi maravilhosa desde o primeiro dia. Ali realizamos muitos projetos,
amadurecemos e o maior legado é a amizade que continuaremos a cultivar com o Victor. O
fechamento da casa foi sentido por todos os produtores, já que os principais faziam festas lá. Ainda é cedo para dizer se vamos receber outros selos às sextas e aos sábados. Nos demais dias pretendemos atender o mercado de eventos fechados.


Quais as novidades vocês pretendem trazer para a boate? Já existem planos de DJs internacionais? Já tem os nomes dos DJs residentes?
Já temos uma data bookada com o Chris Cox em dezembro para abrir a programação
especial de férias de verão. Sobre os DJs residentes, estamos observando os de Brasília que mais se destacam na Let's Club e Festa da Lili. Pretendemos fechar residência mensal com alguns DJs nacionais também.


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